Menu
menu
SILVA, Bruno ® Todos os direitos reservados – Proibida a reprodução ou utilização.

Fazia bastante tempo que não pegava minha Mamiya M645 1000S pra um passeio. Apesar do tamanho e de não ter um fotômetro integrado, gosto bastante de sair com ela por aí, fazer algumas fotos nas ruas. Peguei a pequena “Filmzilla”, um AGFA Superpan 200 e fui ao centro de Campinas.

Sentei em um banco, abri a traseira da câmera. E qual foi minha surpresa quando vejo um filme no cassete? Fechei correndo assustado. Claramente o desorganizado que vos escreve deixou um filme lá dentro e nem lembrava. Achei parecer com um Fuji Acros 100. Bóra fotografar sem muito critério até terminar esse rolo que lá estava e orar para não ter queimado muita coisa.

Fiz uma dúzia de fotos e decidi tirar o filme. Outra surpresa. Não era um Acros 100 (preto e branco negativo), mas um Fuji Velvia 50 (colorido, positivo). Um filme caro desses e eu simplesmente fiz essa caca toda. Fora que fotografei o resto do filme em ISO 100. O que fazer? Fazer o que sempre fui extremamente contra: revelar um Velvia 50 como negativo, em processo cruzado (Xpro). Não valia a pena gastar os “picuá do bolso” pra revelar um filme que eu nem sabia se tinha saído algo.

Para minha mais nova surpresa, saíram a maioria das fotos. Só perdi uma. As fotos que já haviam nesse filme eram de uma viagem que fiz às cidades históricas de Minas Gerais há quase um ano atrás. E apesar de não gostar muito de processo cruzado e suas aberrações cromáticas, até que gostei de algumas fotos. Este filme da Fuji, quando revelado em Xpro ganha tons esverdeados e amarelados, com um contraste forte, característico desse tipo de revelação.

Acidentes acontecem. E acontecem mais vezes quando você é desorganizado. Organize-se!

SILVA, Bruno ® Todos os direitos reservados – Proibida a reprodução ou utilização.
SILVA, Bruno ® Todos os direitos reservados – Proibida a reprodução ou utilização.
error: Content is protected !!