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Uma dos princípios mais falados desde que Henri Cartier Bresson saiu pelas ruas com uma Leica em punho é o do “momento decisivo”. Trata-se daquele momento que o fotógrafo de rua espera o tempo todo. Aquela conjunção astro-física que faz com que uma cena perfeita se forme em frente à você com sua lente. O homem pulando a poça d’água e tendo seu corpo todo refletido. Uma eterna espera que, na maioria das vezes, nunca acontece.

Não é este momento que me fascina. São todos os outros.

Quando andamos pelas ruas sem o olhar fotográfico, simplesmente fazendo os caminhos de nosso dia-a-dia, não percebemos lugares nem pessoas. É um movimento automático quase robótico que tornam os indivíduos à nossa volta quase que imperceptíveis e os lugares mais do mesmo.

Já quando saímos olhando as cenas do cotidiano, as pessoas, como elas se relacionam entre si, com o meio, e com elas mesmas, tudo é diferente. É nisso que vejo a beleza. O que para outras pessoas é banal, como duas pessoas conversando num banco de praça, pra mim é uma cena interessante de duas pessoas que, naquele momento, são únicas no mundo.

Nas minhas fotografias de rua, é isto que procuro retratar. As relações humanas. Suas reações e interações sejam entre elas, seja com o meio. Até mesmo quando o fator humano não esteja na foto, mas um sinal intrínseco dele naquela cena.

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