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Bruno Silva ® Todos os direitos reservados

Fotografia de rua, há algum tempo, tem se tornado algo cliché. Afinal de contas, tudo que você precisa em termos de assunto está ali, no cotidiano. É sair com câmera na mão e esperar pelo momento decisivo onde todo o meio, pessoas e luz formam a composição perfeita. Parece fácil, mas não é.

Tudo que se pode fazer neste tipo de fotografia já foi feito. É quase impossível conseguir inovar, ter seu próprio estilo. Tudo parece ser uma tentativa barata de se parecer com algum mestre como Henri Cartier-Bresson ou a badalada descoberta post mortem de Vivian Maier.

Além disso, vivemos tempos de bullying digital, violência virtual, etc. A desconfiança das pessoas com o que você está fotografando é enorme. Mesmo com abordagens amigáveis e educadas ou fazendo fotos de planos mais abertos, muitas das vezes nos deparamos com reações agressivas, que são um pouco atenuadas quando percebem que estamos fotografando com filme.

Soma-se a isso a falta de segurança de se andar com equipamento fotográfico em grandes cidades, locais que pouco te inspiram (como Campinas é para mim), e a timidez para falar com as pessoas. Tudo se torna um veneno para mentes criativas e olhares aguçados. Por muitas vezes se pode pensar em parar, mas…

… às vezes não precisa de muito para a motivação e a certeza de que tudo que você faz vale a pena. Podemos estar já na 34ª foto do rolo de filme e um garoto parar do nosso lado com um sorriso maravilhado olhando o que fazemos. Fazer algumas perguntas super interessado, nos dar uma flor feita com folhas de palmeira e dizer “Dê de presente para sua esposa”. Essas pessoas que aparecem nos minutos de acréscimo que faz tudo valer a pena.

Obrigado, Bruno!

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