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ÉvoraPegar um carro em Lisboa e sair dirigindo pela rodovia A6 olhando as paisagens repletas de oliveiras e montanhas com castelos já foi um ótimo começo para o que viria alguns quilômetros depois. Évora fica no coração do Alentejo e é conhecida como a capital da região. O centro histórico da cidade circundado por uma enorme muralha construída no século III conserva a aura medieval de uma cidade que foi conquistada e reconquistada por vários povos.

Estivemos por lá apenas dois dias no fim de semana. A cidade completamente vazia, pacata, com suas casas de paredes brancas e ruas estreitas, me fez sentir os séculos passando como se fossem uma brisa que se contorce pelos becos.

Os vinhedos que se espalham nos arredores da cidade produzem os meus vinhos preferidos. Os verdadeiros alentejanos combinam perfeitamente com a cidade.

Vinhedos

O pôr-do-sol visto a partir do Jardim de Diana, em frente ao Templo Romano, é único. Cenas que passam em câmera lenta aos olhos e mente, fazendo pensar que tudo na vida valeu a pena para que chegasse aquele momento. Pude viver para contemplar o laranja do horizonte esvanecendo em um azul forte e se tornando negro como se a noite esperasse por alguns minutos para chegar, somente para que tivéssemos tempo suficiente para contemplar as revoadas de andorinhas.

Évora é poesia concreta.

Évora

Não existe lugar que eu tenha visitado que há tanta luz quanto em Lisboa. Andar pelas ruas lisboetas sem um bom par de óculos de sol é impossível. É maravilhoso passar o dia coberto desta luminosidade que faz brilhar as polidas pedras do calçamento e realça os azuis dos azulejos das fachadas e do calmo rio Tejo.

Pescador no Rio Tejo

Como é bom caminhar por Belém sendo abraçado pela tranquilidade do português. Tomar uma meia de leite e comer os verdadeiros pasteis de Belém ainda quentes e crocantes. Pegar o trem até o Cais do Sodré e observar o movimento constante de pessoas embarcando e desembarcando, passeando ou atrasadas para o trabalho.

Pôr do Sol no Tejo

Sentir a alma da cidade percorrendo as estreitas ruas do Chiado com pessoas de todos os lugares do planeta circulando, conversando e sorrindo. Porque é isto que Lisboa provoca: sorrisos, quando num dourado entardecer paramos para tomar um refrescante Mazagran na Praça Luís de Camões observando o vai e vem dos Elétricos, sentamos nas muretas do Cais das Colunas vendo o sol deitar-se por trás da extensa Ponte 25 de Abril, ou tomando uma taça de vinho no mirante do Castelo de São Jorge sobre o mar de telhas vermelhas.

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Em Lisboa me sinto em casa, e a luz abre os olhos para a vida.

 

Igreja Paroquial de Santo Ildefonso
Igreja Paroquial de Santo Ildefonso – Bruno Silva – Todos os direitos reservados.

Estive, neste último mês de setembro, realizando um sonho de criança: visitar Portugal. Sempre tive uma certa fascinação por conhecer o país que, tirando todos os fatos ruins da colonização, é o berço da nossa cultura e sangue de parte da minha família.

Dezessete dias não foram suficientes e só me deixaram com vontade de ficar mais e mais neste país lindo de gente simpática e calorosa. Fui muito bem tratado em todos os lugares que fomos e por todas as pessoas com que falamos. Passamos por Lisboa, Sintra, Évora, Faro, Lagos e Porto em Portugal. Na ida ainda passamos algumas horas em Paris (FR) e durante a viagem passamos alguns dias em Sevilla (ES).

Las Setas de Sevilla (Metropol Parasol)
Las Setas de Sevilla (Metropol Parasol) – Bruno Silva – Todos os direitos reservados.

Nos próximos posts vou escrever sobre cada cidade e mostrar algumas fotos. Parte delas estará disponível para comprarem em qualidade fineart aqui no site para decorar sua casa ou dar de presente.

 

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Job novo no ar! Em abril deste ano fui contatado pela Radisson diretamente do Reino Unido. Precisavam de um fotógrafo que tivesse o perfil da nova rede de hotéis que inaugurariam em Campinas para indicar lugares da cidade e fazer fotos para um City Guide que ficaria no site do hotel.

A Rede RED da Radisson é um novo conceito de hotéis voltado à arte, moda e música. É quase um “hotel galeria”. Me identifiquei e topei na hora.  Foram 55 indicações de locais, mais de 200 fotos, trabalhando de sol à sol, dia e noite. Guia da cidade estava entregue, e, finalmente ele está no ar (ainda somente na versão em inglês). Os textos foram escritos pela agência.

Clique aqui para conferir o guia! Campinas City Guide

Um trabalho extremamente gratificante poder mostrar minha cidade através dos meus olhos, indicar lugares que eu acho merecedores de uma divulgação maior, pontos fantásticos desta metrópole que ainda conserva ares do interior. Uma cidade que resistiu à epidemias, declínio do café, e com tantos problemas atuais de distanciamento entre classes sociais, segurança, etc.

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Que minha cidade e principalmente sua população possam imprimir um ritmo acelerado de desenvolvimento, melhorias em todos os setores, com maior inclusão social, mais oportunidades para todos e que possa passar por este período difícil do nosso país e sair ainda mais forte.

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Obrigado à rede Radisson pela oportunidade. Que turistas e a própria população possa utilizar deste guia para se divertirem mais e conhecerem mais da nossa cidade.

Existe um lugar que eu sempre quis parar para fazer retratos da minha esposa na “hora dourada”, aquele finzinho de tarde em que a luz do sol se torna alaranjada e evidencia a beleza de tudo que ela ilumina. Mas toda vez que eu passava por aquele local nesta hora, estava sem câmera. E quando estava com a câmera, me atrasava por algum motivo. Mas neste fim de semana foi diferente.

Finalmente pude, em hora justa, passar por aquele ponto com a câmera e com minha esposa. O local estava enfestado de malditos mosquitos borrachudos, o que fez a gente bater algumas fotos rapidamente e entrar correndo no carro. Mas o resultado foi o que eu esperava: fotos douradas, silhuetas em cor de fogo e lindos reflexos.

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A tradicional lavagem da escadaria da Catedral Metropolitana ocorre todo sábado de aleluia em Campinas há muitos anos. Grupos religiosos do Candomblé em todo país celebram na data buscando compartilhar energias positivas originárias das ervas e de elementos da natureza com o público.

Nesta 31ª vez ocorrendo na cidade, estive com câmera em punho para registrar alguns momentos dessa bonita festa e instante de sincretismo cultural entre o público geral e a religião de origem africana.

As fotos foram feitas com câmera digital (Canon EOS 70D) e analógica (Nikon F801 com filme Ilford Pan 400 preto e branco).

O cenário era bem desafiador. Meio dia, com sol forte, sombras duras no rosto das pessoas, muito contraste, roupas brancas, pele negra, etc. Espero ter captado um pouco da beleza desta festa.

[Best_Wordpress_Gallery id=”1″ gal_title=”Lavagem das Escadarias 2016″]

Bruno Silva ® Todos os direitos reservados

Fotografia de rua, há algum tempo, tem se tornado algo cliché. Afinal de contas, tudo que você precisa em termos de assunto está ali, no cotidiano. É sair com câmera na mão e esperar pelo momento decisivo onde todo o meio, pessoas e luz formam a composição perfeita. Parece fácil, mas não é.

Tudo que se pode fazer neste tipo de fotografia já foi feito. É quase impossível conseguir inovar, ter seu próprio estilo. Tudo parece ser uma tentativa barata de se parecer com algum mestre como Henri Cartier-Bresson ou a badalada descoberta post mortem de Vivian Maier.

Além disso, vivemos tempos de bullying digital, violência virtual, etc. A desconfiança das pessoas com o que você está fotografando é enorme. Mesmo com abordagens amigáveis e educadas ou fazendo fotos de planos mais abertos, muitas das vezes nos deparamos com reações agressivas, que são um pouco atenuadas quando percebem que estamos fotografando com filme.

Soma-se a isso a falta de segurança de se andar com equipamento fotográfico em grandes cidades, locais que pouco te inspiram (como Campinas é para mim), e a timidez para falar com as pessoas. Tudo se torna um veneno para mentes criativas e olhares aguçados. Por muitas vezes se pode pensar em parar, mas…

… às vezes não precisa de muito para a motivação e a certeza de que tudo que você faz vale a pena. Podemos estar já na 34ª foto do rolo de filme e um garoto parar do nosso lado com um sorriso maravilhado olhando o que fazemos. Fazer algumas perguntas super interessado, nos dar uma flor feita com folhas de palmeira e dizer “Dê de presente para sua esposa”. Essas pessoas que aparecem nos minutos de acréscimo que faz tudo valer a pena.

Obrigado, Bruno!

Fotografia, pra mim, sempre foi meu refúgio, meu momento de mudar a chave no cérebro, desligar dos problemas e mudar a forma de ver o mundo. Pensar retangular ou quadrado, olhar atento à composição ou no momento exato.

Muita gente me pede fotos para colocar em suas casas, escritórios, etc. Já imprimi para algumas pessoas, mas decidi compartilhar com quem mais quiser, de uma maneira mais fácil e segura.

Hoje fico feliz em abrir minha própria galeria onde você pode adquirir minhas fotos para emoldurar. As fotografias são impressas em papel de altíssima qualidade, utilizado para museus e galerias, com qualidade fineart em estúdio credenciado pela Canson, que não vão desbotar e resistirão por muito tempo. Cada fotografia terá tiragem limitada. Todas elas numeradas, assinadas e com certificado, para que seja algo garantidamente exclusivo.

Com a impressão na mão, enviada cuidadosamente, você poderá emoldurar da maneira que quiser. Em local de sua confiança.

Para iniciar, disponibilizei algumas fotos de Punta del Este, Paraty e Campinas (que vou explicar melhor cada um em novos artigos), mas atualizarei constantemente a galeria com novas fotos e projetos.

Então, sem mais cerimônias, entre na loja e escolha sua foto! Você pode fazer o pagamento pelo PayPal ou pelo PagSeguro. O envio é feito por SEDEX e PAC para todo Brasil.

Um abraço! Espero que gostem.

Acessem pelo menu “loja” ou clicando aqui.

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